oscar
Cinema
‘Que Horas Ela Volta?’ vai representar o Brasil no Oscar

Longa tem Regina Casé como doméstica e já ganhou prêmio em Berlim. Seleção final para candidatos a melhor filme estrangeiro é feita pelo Oscar. O Ministério da Cultura anunciou nesta quinta-feira (10), em evento no Rio de Janeiro, que o longa “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, vai representar o Brasil na disputa pelo […]

Postado 11/09/2015 às 10h09 Atualizado em 11/09/2015 às 10h09

Longa tem Regina Casé como doméstica e já ganhou prêmio em Berlim.
Seleção final para candidatos a melhor filme estrangeiro é feita pelo Oscar.


O Ministério da Cultura anunciou nesta quinta-feira (10), em evento no Rio de Janeiro, que o longa “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, vai representar o Brasil na disputa pelo Oscar 2016 de melhor filme em língua estrangeira. Assista ao trailer acima.

Com Regina Casé no papel da empregada doméstica Val, “Que horas ela volta?” foi elogiado pela crítica do “NY Times”, “Le Figaro”, “El Pais” e “Guardian”. Também recebeu prêmios no Festival de Berlim, na Alemanha, e de Sundance, nos EUA.

No longa, Val é uma mulher que sai do interior de Pernambuco, onde deixa uma filha pequena, Jéssica (Camila Márdila), com direção a SP. Ela passa a trabalhar como babá de Fabinho e sente culpa por ter “abandonado” Jéssica. O reencontro acontece quando a garota resolve morar com a mãe para poder prestar o vestibular da USP.

regina_case

A seleção final dos concorrentes na categoria ainda será definida pela organização da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, responsável pela premiação. Os indicados devem ser divulgados no dia 14 de janeiro de 2016. A 88ª edição do Oscar acontece no dia 28 de fevereiro.
A última vez que o Brasil teve um filme indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro foi em 1999, com “Central do Brasil”. Também concorreram ao prêmio “O pagador de promessas” (1963), “O quatrilho” (1996) e “O que é isso, companheiro?” (1998).
Adversários
O prazo para o recebimento de inscrições de longas brasileiros se encerrou no dia 31 de agosto. Foram admitidas apenas produções exibidas no circuito comercial pela primeira vez e por pelo menos sete dias consecutivos no período de 1º de outubro de 2014 e 30 de setembro de 2015, comprovado por meio do cronograma de exibição.

A Comissão Especial de Seleção é formada pelo coordenador da Secretaria do Audiovisual do MinC Lula Oliveira; o cenógrafo e produtor Marcos Flaksman; o crítico de cinema Rodrigo Fonseca; o diretor Daniel Ribeiro, o chefe da Assessoria Internacional da Ancine, Eduardo Valente; o chefe do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores, George Torquato Firmeza; e a sócia-membro da Academia Brasileira de Cinema Silvia Rabello.
Rodrigo Fonseca diz que foram levados em consideração os “fatores estratégicos” que podem chamar a atenção no Oscar, mas fez uma ressalva. “Este filme é uma exceção porque atende os pré-requisitos considerados nos festivais, como os prêmios em festivais internacionais, mas foi escolhido fundalmente por sua qualidade”.
“O filme de Anna é autoral que emociona. Uma prova de que o cinema autoral pode ser popular”, diz Rodrigo Fonseca. “Anna não faz um discurso ideológico nem fala de revolução. Mas considero esta personagem da Jéssica a mais revolucionária do cinema brasileiro dos últimos tempos”, afirma Marcos Flaksman. “Um dos aspectos importantes da indicação é a chance de melhorar a carreira dele no Brasil, onde não vai tão bem como deveria, quanto no exterior”, diz Silvia Rabello.

Os últimos representantes do Brasil na seleção aos indicados a melhor filme em língua estrangeira foram “Hoje eu quero voltar sozinho” em 2015, “O som ao Redor” em 2014, “O palhaço” em 2013, “Tropa de elite 2: O inimigo agora é o outro” em 2012, “Lula, o filho do Brasil” em 2011 e “Salve geral” em 2010.
Veja a lista dos 8 filmes que disputaram a seleção nacional para o Oscar 2016:
“A história da eternidade”, de Camilo Cavalcante
“Alguém qualquer”, de Tristan Aronovich
“Campo de jogo”, de Eryk Rocha
“Casa Grande”, de Fellipe Barbosa
“Entrando numa roubada”, de André Moraes
“Estrada 47”, de Vicente Ferraz
“Estranhos”, de Paulo Alcântara
“Que horas ela volta”, de Anna Muylaert

Fonte: G1